суббота, августа 08, 2009

Moscou Feliz (II/III)

"Seu pai morrera de tifo, e a menina, faminta e órfã, saíra de casa e nunca mais voltara. Sua alma tendo adormecido, não se lembrando nem de pessoas, nem do espaço, por alguns anos ela vagou e se alimentou pela pátria, como no deserto, até ter acordado no orfanato e na escola. Ela se sentava na carteira à janela, na cidade de Moscou. No bulevar as árvores já pararam de crescer, e delas, sem a força do vento, as folhas caíam e cobriam a terra que havia sido calada - no longo sono do futuro; era o fim do mês de setembro, daquele ano, em que todas as guerras acabaram, e o transporte público começou a ser reestabelecido."

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